Conselheira do CRP-23 participa da programação do I Novembro Negro em Araguaína

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foto: Ascom FACDO

No dia 18 de novembro a psicóloga Mariana Miranda Borges (CRP 23/784), conselheira do CRP-23, participou das atividades do I Novembro Negro realizadas na Faculdade Católica Dom Orione (FACDO), em Araguaína-TO. ‘Psicologia, Relações Raciais, Territórios e Subjetividades’ foi o tema da programação que aconteceu do dia 18 ao dia 22 de novembro.

A conselheira esteve presente na mesa de abertura do evento intitulada ‘Políticas de Ações Afirmativas: Políticas e Compromisso Social com a População Negra’. Mariana Miranda fala que estar presente no evento representando o Conselho foi muito importante para reforçar o compromisso da psicologia no enfrentamento às violências.

“A Psicologia tem o compromisso social de fazer o enfrentamento das violências. Neste sentido foi muito importante para o CRP 23 apoiar a realização deste evento que propôs uma discussão interdisciplinar e multicultural sobre o branqueamento, religiões de matriz africana e a produção de subjetividade do povo negro. Acredita-se que este diálogo com a comunidade foi profícuo.”.

Monaliza Borges de Almeida, quilombola, e acadêmica do 7º período de psicologia na FACDO, contribuiu com a mesa sobre “População Negra, Povos Tradicionais e Branquitude: Uma Reflexão Sobre as Relações Étnicos-Raciais” e fala sobre a sua experiência durante o evento:

“Foi revolucionário, estar em um ambiente branco, elitizado pensando relações étnico raciais, abrindo a possibilidade de se falar e refletir sobre o racismo e o papel que cada um assume na manutenção disso.”.

A acadêmica conta que as reflexões sobre o tema foram debatidas de maneira assertiva:

“Foi abordado desde a construção da identidade e reconhecimento dos povos tradicionais e negros até a branquitude, levando as pessoas brancas presentes a pensarem em si também como raça, porque no dia-a-dia para quem é branco sua cor não é uma questão, mas para quem é negro, quilombola ou indígena a cor e a raça são questões que emergem o tempo todo.”.

Para a assistente social Eliane Wanderley de Brito, que também participou da programação, o evento teve importância impar por colocar em tela a narrativas de uma população que tem sido historicamente subalternizada.

Segundo Eliane, “O I Novembro Negro foi um espaço que oportunizou às pessoas alí representadas étnico cultural e religiosamente terem voz e vez.”.

Além dos já citados, diversos outros espaços como mesas redondas, rodas de conversa, debates, oficinas, exposições e apresentações culturais fizeram parte da programação do I Novembro Negro em Araguaína-TO. O evento foi realizado pela Faculdade Católica Dom Orione, Colégio Santa Cruz e Articulação Nacional de Psicólogas(os) Negras(os) e Pesquisadoras(es) e contou com o apoio e participação do Conselho Regional de Psicologia do Tocantins (CRP-23).

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