Pauta LGBTQIA+ relacionada aos direitos humanos foi discutida em mesa redonda promovida pelo CRP-23

7A atividade realizada na última sexta-feira (06/12), em formato de Mesa-redonda com o tema ‘As tentativas de aniquilamento das subjetividades LGBTIs e sua relação com os Direitos Humanos’, contou com a participação do presidente da Comissão de Diversidade Sexual da OAB/TO, o advogado Landri Alves Carvalho Neto; da acadêmica de Psicologia da Universidade Federal do Tocantins (UFT), Mirian Lopes; da presidente da Associação de Travestis e Transexuais do Estado do Tocantins (ATRATO), Byanca Andressa da Silva; da psicóloga Lilian Julian da Silva Guimarães (CRP 23/1883) que participou do processo de coleta de dados local para a produção do livro; e como mediadora da mesa a técnica do Centro de Referência Técnica em Políticas Públicas (CREPOP), psicóloga Stéfhane Santana da Silva (CRP 23/1223).

Antes de a mesa redonda iniciar-se, o conselheiro do CRP-23 e membro do CREPOP, psicólogo Edgar Henrique Hein Trapp (CRP 23/286), falou que o evento foi pensado pelo CREPOP, bem como sobre a importância de promover tais espaços de discussão e relacioná-los aos Direitos Humanos, também fazendo alusão ao dia 10 de dezembro, dia internacional dos Direitos Humanos.

Estiveram presentes no evento Psicólogas(os), acadêmicas(os) de Psicologia, e comunidade em geral. Para Monique Debora Carvalho da Silva, acadêmica de Psicologia que participou do espaço, o evento foi de extrema importância para a comunidade LGBTQIA+, pois “é primordial que a comunidade tenha voz e espaço para discussão juntamente com o rigor teórico-científico da psicologia, do mesmo modo que é essencial que a psicologia manifeste o seu posicionamento político-social. Espero que novos eventos sejam promovidos e que alcancem um número maior de pessoas, democratizando o acesso a psicologia”.

Durante a discussão da mesa, o advogado Landri Alves Carvalho Neto trouxe em sua fala que o “tema diversidade sexual é algo delicado, sério, importante e urgente”, e frisou que “é delicado porque vivemos em uma sociedade que ainda não tomou posse do que é respeito, respeito ao diverso, respeito aos outros, respeito à expressão de ser e existir”.

A acadêmica de Psicologia, Mirian Lopes, pontuou que sua participação na comissão especial de direitos humanos do CRP-23, a fez enxergar as pautas com mais sensibilidade, e estudar cada vez mais para contribuir nas discussões.

A presidente da Atrato, Byanca da Silva, pontuou a necessidade da visibilidade LGBTQIA+ nos dias atuais, que o óbvio, como respeito, precisa ser lembrado diariamente. Ela frisou seu papel na militância e na luta pelos direitos da população LGBTQIA+ e se colocou à disposição para que mais pessoas possam procura-la e se juntarem a essa luta.

A psicóloga Lilian Julian da Silva Guimarães (CRP 23/1883), que participou da coleta de dados para o livro no âmbito regional, falou um pouco do acolhimento que foi necessário a algumas pessoas que chegavam para a pesquisa com a saúde mental abalada, em função da forma como já vinham sendo tratadas ao longo da vida, por pessoas que queriam curar o que não é doença. Assim como Lilian, a psicóloga Carmen Hannud Carballeda Adsuara (CRP 23/1373) também participou da coleta de dados, ela não pode estar presente no evento, porém, mandou um relato que foi lido pela mediadora da mesa, Stéfhane Santana da Silva (CRP 23/1223), um trecho a ser destacado é: “Portanto, hasteemos a bandeira colorida e nos coloquemos ético-politicamente, enquanto psicologia, ao lado do povo, que é diverso e múltiplo. Estejamos lado a lado dos movimentos sociais para assim produzirmos um conhecimento alinhado ao compromisso social de nossa profissão e à gestão da vida – e não da morte”.

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