17 DE MAIO: Dia Internacional de Combate à Homofobia

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Desde 1990 o dia 17 de maio tornou-se um dos maiores símbolos da luta contra a homofobia no mundo. Neste mesmo dia, há 31 anos, a homossexualidade, descrita ainda como ‘homossexualismo’, era retirada da lista de Classificação Internacional de Doenças (CID) em decisão histórica da Organização Mundial da Saúde (OMS). A data marca a luta por direitos humanos e respeito a diversidade sexual contra a discriminação e a violência direcionadas também às pessoas transgêneros e à toda comunidade LGBTQIA+.

Infelizmente o Brasil é campeão mundial de crimes contra as diversidades sexuais, sendo um dos países que mais mata pessoas por homofobia e transfobia no mundo. De acordo com o último relatório do Grupo Gay da Bahia (GGB), uma organização que há mais de 40 anos estuda, pesquisa e divulga dados relacionados à homofobia no Brasil, em 2019 foram identificados casos de homicídios e suicídios de LGBT+ em todas as 27 Unidades da Federação, num total de 329 mortes com a predominância de homicídios (82,38%) seguida dos suicídios (9,73%).  

Além do discurso de ódio e intolerância reproduzidos cotidianamente em nossa sociedade, a comunidade LGBTQIA+ ainda sofre com a falta de políticas públicas que atendam integralmente suas necessidades.

Neste sentido, a Psicologia possui um forte instrumento para superação dos preconceitos e processos discriminatórios direcionados às pessoas que não se enquadram no padrão da heterossexualidade. A Resolução CFP nº 001/1999, estabelece normas de atuação para as (os) psicólogas (os) sobre as questões relacionadas à orientação sexual, determinando que as (os) profissionais da Psicologia não exerçam ou favoreçam ações que reafirmem as homossexualidades como doenças, desvios ou perversões, não cabendo a profissionais da Psicologia no Brasil o oferecimento de qualquer tipo de prática de reversão sexual.

Neste 17 de maio e em todos os demais dias do ano, o Conselho Regional de Psicologia do Tocantins (CRP-23) reafirma o seu posicionamento contra quaisquer manifestações de violência à comunidade LGBTQIA+ e reforça a importância da Resolução CFP nº 001/1999 visando a orientação e o direcionamento de práticas que promovam a saúde e o bem-estar deste grupo.

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